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  • Cerimónia de entrega do prémio da 1ª edição do Prémio de Investigação Professor Joaquim Romero Magalhães

     

    O trabalho “A migração de Andaluzes para a vila de Loulé, entre 1850 e 1914”, da autoria de João Chagas Aleixo, foi o vencedor da 1ª edição do Prémio de Investigação Professor Joaquim Romero Magalhães, cuja cerimónia de entrega decorreu no passado sábado, no Arquivo Municipal de Loulé.

     

    O júri, composto por três conselheiros científicos da Revista Al-‘Ulyà – José Carlos Vilhena Mesquita, Luís Miguel Duarte e João Pinto Guerreiro – decidiu ainda atribuir duas Menções Honrosas. A  Marco de Sousa Santos, com o trabalho ”A história do Lobo no termo de Loulé (séculos XVI a XIX)”, e a Nuno Manuel dos Santos Loureiro, autor de “Carta agrícola e florestas do Concelho de Loulé no início do século XX – Memória explicativa e descritiva”.

     

    De referir que nesta edição inaugural do galardão, que teve de ser adiada devido ao contexto pandémico, foram recebidas 5 candidaturas, sendo que 2 delas foram excluídas por não se encontrarem em conformidade com o regulamento.

     

    Sublinhe-se que esta iniciativa pretende incrementar a investigação histórica concelhia e distinguir os jovens investigadores que, no futuro e neste contexto, apresentem trabalhos merecedores de destaque sobre o valioso património de Loulé. Em simultâneo pretende ser mais uma homenagem do Município a um ilustre louletano que se destacou na investigação histórica e do ensino.

     

    Durante esta sessão marcaram presença algumas personalidades do contexto cultural e do mundo académico algarvio, como a diretora regional da Cultura, Adriana Nogueira, ou o reitor da Universidade do Algarve, Paulo Águas. Em representação do patrono do prémio que é também patrono do Arquivo Municipal de Loulé esteve o seu filho, Tiago Magalhães.

     

    No dia em que foi lançado ainda um novo número (o Nº23) da publicação que está na base deste prémio, a Revista al-‘ulyá, um dos seus colaboradores e docente da UAlg, Luís Filipe Oliveira, apresentou esta edição, dedicada na íntegra aos participantes e candidatos ao prémio. Por seu turno, na sua intervenção, Pedro Serra, diretor da revista, falou dos motivos que levaram o Município a instituir este galardão e a ligação ao trabalho desenvolvido no âmbito da al-‘ulyá.

     

    Já o presidente Vítor Aleixo, na conclusão dos trabalhos, falou da importância da investigação e do património histórico-cultural para a Autarquia a que preside e do apoio que tem sido dado aos investigadores, sobretudo através do Arquivo Municipal e do Museu Municipal de Loulé.

     

    «De onde vieram? Quais foram os principais “pueblos” emissores de imigrantes andaluzes para Loulé? Quais foram as principais dinâmicas temporais desse processo migratório? Quais foram os principais motivos que estiveram na base dessa sucessiva imigração ao longo de todo o século XIX? Qual o papel desempenhado pelos imigrantes andaluzes no desenvolvimento do comércio, da indústria e dos serviços na vila de Loulé? Qual o papel desempenhado pelos imigrantes andaluzes na implementação de algumas (novas?) indústrias na vila de Loulé? Ter-se-ão formado comunidades fechadas de imigrantes espanhóis ou, pelo contrário, estes integraram-se na sociedade local? E, se sim, de que forma foi realizada essa integração? Qual foi a influência sócio-política dos imigrantes andaluzes nas terras em que se estabeleceram?», são algumas das questões esmiuçadas pelo investigador João Chagas Aleixo neste trabalho agora galardoado e que figurará como o primeiro vencedor do Prémio de Investigação Professor Joaquim Romero Magalhães.

     

    Licenciado em História (2008-2011) e mestre em História Contemporânea (2012-2014), ambos os títulos concedidos pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 2014 João Chagas Aleixo foi convidado para Investigador Integrado do Instituto de História Contemporânea.

     

    Tem trabalhado essencialmente temáticas relacionadas com a História Local (de Loulé) e com a História Regional (do Algarve). Têm constituído objeto das suas investigações temas como a história da religiosidade popular no Algarve, a história do culto a Nossa Senhora da Piedade em Loulé ou a história da vida e da obra do poeta António Aleixo.

     

    Trabalhou em colaboração com várias instituições e organismos sediados na região, como a Direção Regional de Cultura do Algarve, Câmara Municipal de Loulé, Fundação Manuel Viegas Guerreiro e Paróquia de S. Sebastião. É autor de “Mãe Soberana''. Estudos. Ensaios. Crónicas” (2016), António Aleixo: a Construção, a Maturidade e a Imortalidade do Poeta,” (2013) e Ensaios Aleixianos (2011).É ainda coautor, ao lado dos fotógrafos, Fernando Mendes, Luís da Cruz e Vasco Célio, da obra “Mãe Soberana''. A Força do Amor”.

     

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